terça-feira, 5 de abril de 2011

DOENTE DE PAIXÃO

Olhos te perseguem inquietos
Na penumbra da noite dançante
Entre um trago e outro
Seu corpo fantasia a tara
Açoitando a vontade sem alcance.
 
Da janela do meu quarto
Sigo o rastro do teu passo
Já é um fato esse diário ritual
Paixão ardente virou doença
Meu vício mapear teu corpo escultural.
 
Aparece sai de foco volta...
Nessa peleja desnuda sou ébrio sem cura
Sozinho na varanda escura
Beijo o ar procurando no anonimato
Desenhar meu sonho de consumo.
 
Tê-la em meus braços maior espetáculo
Sonho acordado consumar esse fato
Lá está voce nua, maravilhosamente nua...
Vez por outra sinto seu olhar
Parece me enxergar. Ilusão? Apaga a luz.
 
Jamaveira®
 

quinta-feira, 24 de março de 2011

LUCIDEZ



Perdi toda lucidez quando
Ti conheci, entrei no fundo
De minha alma, me perdi
Nesta louca emoção, queria
Te ter, está em teus braços
Meus pensamentos perdia
Nas noite de solidão amor,
Inexplicável meu viver sem
Tua boca beijar, teu corpo,
Ah! Nossas horas não sei
Como viver nos labirintos
Da vida sem ti ver!
As flores nem perfume
Têm, as ondas do mar não
Se encontram mais, a chuva
Não tem a beleza da natureza!
Se não está aqui,
De teus beijos,
Sinto o sabor
Meu corpo no teu
Sinto sempre,
O aroma do prazer
Deste lindo
Amor!

MENDUIÑA

sábado, 19 de março de 2011

MEU DESEJO POR TI



Pensamentos esvoaçados pelo
Vento, percorrendo grande
Distância a tua procura amor,
Me abstenho de tudo pra te
Encontrar, no êxtase dos meus
Desejos incontidos, minha fértil
Imaginação só em ti penso, sou
Tua sombra incógnita nada digo
Minha boca sente o sabor da tua
Sem teus beijos ter tido, tuas mãos
As sinto pelo meu corpo bem onde
Eu as quero, as minhas passeiam
Pelo teu, teu olhar me leva ao céu
No momento do amor recíproco,
E nós dois deitados na relva assim
Sem medo, apenas as estrelas são
Testemunhas da magia do despudor
Que só nós dois sabemos fazer!

MEMDUIÑA

sexta-feira, 18 de março de 2011

OLHE


Sou solta como os pássaros
Livre como o vento forte,
Quero sentir o amor mais intenso e lindo
E teus beijos adoçando
Minha boca ansiosa por ti
Nos teus braços envolver-me
Nos teus olhos fitar sempre
Este amor que levo pra sempre
Não importa se correspondida
Fecho os olhos e me sinto
Em ti, e tu dentro de mim inteiro,
Quero sentir tuas pernas coladas
Nas minhas, esfregando,
Meu tudo no teu tudo e sorrio!
Sou meu mundo, e a ti entrego
Minha alma sedenta por ti AMOR!

MENDUIÑA

terça-feira, 15 de março de 2011

MEU CHÃO



Meus pés não estavam em solo
Firme, tentei recuar, tarde já
Era, andei perambulando só,
A despeito do destino cruel
Olhei pro céu, chamei com
Forças as estrelas, não fora
Atendida , chamei a Lua
Nada! Sai perdida ao leu e
Assim pude chorar , o choro
Do amor frustrado, do beijo
Não dado, de cabeça baixa
Sentei, já cansada de tudo e
Todos, tirei as sandálias assim
Caminhei sem rumo até não
Me acharem e pude seguir
Meu destino a tua procura,
Se um dia me encontrar me
Chame:Apenas de sonhos
Perdidos ao vento.

Poetisa Menduiña

segunda-feira, 14 de março de 2011

MEU HOJE





Sinto-me como uma noite sem luar
A escuridão tomou conta do meu
Coração, estou terrivelmente só e
Perdidamente triste, sem nada nem
Ninguém, meus olhos teimam em
Não param de verter lágrimas que
Dói, meu coração quase esquece
De bater, apenas treme, meu choro
É amargo e doloroso, meus sonhos
Perderam-se por entre as nuvens
Apenas meu eu existe, estou sem
Nada, meu amor de outrora se foi
Aos poucos seguindo seu rumo e
Sem olhar pra traz sumiu deixando
Apenas seu cheiro em mim, assim
Como o sabor dos seus beijos que
Não existem mais, sou como um
Pássaro de azas quebradas, sem
Poder voar, à procura de um dia
Ensolarado, onde eu possa ver e
Ter de volta meu amor de sempre.

Poetisa Menduiña

terça-feira, 8 de março de 2011

PASSARELA DA VIDA



Passei anos e anos pela passarela
Da vida, ora era um picadeiro, eu,
A palhaça sorrindo, chorando, ia
Atravessando a avenida da vida

Às vezes ingênua, outras sabia
Que meu mundo era quando não
Uma avenida, um picadeiro, sim
Se sorria ou chorava era sempre

Pra alguns a rainha, pra outros
A pequena borralheira, sempre
Sonhando com meu amor, o tal
Príncipe encantado em seu lindo

Cavalo branco me levando enfim
Pra lugares distantes, onde o amor
Prevalecesse, meu beijos não fossem
Roubados! Onde o picadeiro virasse

Um eterno jardim do amor sem fim!

Poetisa Menduiña